O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou por um novo corte na taxa Selic em reunião nesta quarta-feira (25). A taxa básica de juros da economia brasileira teve redução de 0,75 ponto percentual, passando de 8,25% para 7,50%.

A decisão do Copom para reduzir a taxa Selic pela nona vez consecutiva foi baseada no conjunto de indicadores de atividade econômica, que, segundo o comitê, indicam a recuperação gradual da economia brasileira.

Além disso, o cenário externo tem se mostrado favorável, na medida em que a atividade econômica global vem se recuperando sem pressionar as condições financeiras nas economias avançadas. Isso contribui para manter o apetite ao risco em relação às economias emergentes.

Com a nova queda, a taxa foi igualada ao nível de maio de 2013, quando também estava em 7,5% ao ano. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. O Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia apenas no mês de outubro do ano passado.

Inflação

O Banco Central usa a taxa como o principal instrumento para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,16% em setembro, próximo da mínima histórica de 0,08% registrada em setembro do ano passado. Nos 12 meses terminados em setembro, o IPCA acumula 2,54%, a menor taxa em 12 meses desde fevereiro de 1999.

Ainda de acordo com o Copom , o cenário básico para a inflação tem evoluído conforme o esperado, facilitando o corte da Selic. O comportamento da inflação permanece favorável, com diversas medidas de inflação subjacente em níveis confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. A pesquisa Focus reduziu a expectativa de inflação para 3,1% em 2017 e 4,0% em 2018. As projeções para 2019 e 2020 mantiveram-se em torno de 4,25% e 4,0%, respectivamente.

Fonte: Contadores.CNT

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