Uma pesquisa realizada pela Serasa Experian, com 508 empreendedores, apontou que sete em cada dez micro, pequenas e médias empresas do Brasil estão fazendo venda on-line desde que começou a pandemia de Covid-19. O número equivale a 73,4% do total. 

Dentro desse recorte, 83,1% pretendem manter as vendas e movimentações dos negócios pela internet mesmo quando a pandemia acabar, revelando que o modelo é uma tendência para muitos comerciantes. 

Dentre os canais mais utilizados para as vendas estão as redes sociais, ranking liderado pelo WhatsApp, com 72% dos empresários utilizando.

Além disso, os entrevistados revelaram ainda que a venda on-line permitiu:

  • atingir públicos diferentes (51% das respostas mencionaram isso);
  • criar mais exposição para o seu negócio (44,8%);
  • atingir novas regiões (34,5%).

Segundo o levantamento da Serasa, 24,8% dos empreendedores têm buscado empréstimos e financiamentos para manter seus negócios. Dentre as empresas que mais requisitaram empréstimos ou financiamentos estão as do setor de comércio (38,1%).

Negócios já nascem digitais

O Sebrae informou que triplicou a quantidade de atendimentos para mentoria de empreendedores na pandemia. A troca das lojas físicas pelas compras on-line se traduz em números.

Um levantamento do Mastercard SpendingPulse apontou que as vendas no varejo em lojas físicas caíram 4,4% no primeiro trimestre ante igual período de 2020. Em março, a queda foi de 7% na mesma base de comparação. 

Ao mesmo tempo, as vendas no e-commerce avançaram 91,6% no período. Em março, a alta foi de 84,7%.

“O comércio on-line conquistou espaços, tanto em relação às pequenas, quanto às grandes empresas. Uma coisa que já conseguimos prever é que pelo menos 20% das migrações que vimos para o e-commerce são permanentes”, disse o gerente-geral da Mastercard Brasil, Estanislau Bassols.

O movimento também acompanha a adoção de um modelo híbrido de trabalho. Segundo o Sebrae, a expectativa é que cada vez mais empresários se ajustem às plataformas de venda on-line, e que novos entrantes já abram seus negócios no meio digital.

Comentários

Comentários